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por Yuri d'Ávila |
Se destacando cada vez mais no cenário do estado do Espírito Santo, a banda Delicta Carnis vem nos contar um pouco sobre a trajetória da horda de tempos pra cá. |
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1 - Saudações Igor, que por coincidência é meu irmão gêmeo e também vocalista da grande horda Delicta Carnis, do estado do Espírito Santo. Conte-nos aqui uma breve trajetória de sua grande banda.
Igor d’Ávila: O Delicta Carnis surgiu em Junho de 2005 quando Eu me uní a Abaddon e outros antigos membros e criamos a horda. Hoje Eu (vocal) e Abaddon (guitarra), membros fundadores, junto ao Amazarack (bateria), Metalkiller (guitarra) e King Wyrd Vryl Albiorix (baixo) estamos na batalha e sempre erguendo nossa bandeira e celebrando onde achamos que seja prudente para nós. |
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2 - A banda vem se destacando cada vez mais no cenário do Espírito Santo, sendo hoje uma das bandas mais conhecidas e conceituadas no estado. Como você me explicaria isso e a que você acha que isto se deve?
Igor d’Ávila: É muita droga. Por isso agente se destaca. Mas tem muitas bandas sérias e de valor aqui também. Mas acho que isso se deve a uma ideologia forte, um bom som com uma boa temática e verdadeiros guerreiros que sabem o que estão fazendo. Acho que é isso. |
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3 - Como foi lançar uma demo em parceria com um selo de Portugal e com isto simultaneamente nos dois países? Vocês tem tido uma resposta do público gringo assim como do público nacional?
Igor d’Ávila: Foi uma honra lançar uma demo em Portugal. Temos bastante respostas de fora também. Recebemos bastante visitas no Myspace e contatos da Alemanha, Itália, Inglaterra, Polônia e vários outros lugares fora da Europa também. |
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4 - Vocês recentemente tocaram em um evento com Torture Squad na praia liberado pro pessoal e com o apoio da prefeitura de Vitória.
O que você tem a dizer sobre isso? Alguns mais radicais criticariam uma atitude dessas. O que você acha que podemos tirar de proveito de órgãos ou patrocínios que ajudem os organizadores e bandas a conseguirem seus objetivos, ou você acha incorreta esta atitude? O que você pensa sobre o assunto?
Igor d’Ávila:Acho que foi prudente para nós tocar neste evento na praia de Camburi, em Vitória-ES. O cenário “praia” era à noite com um palco gigantesco e aparelhagem violenta, em um tablado e lona fechado, tipo o antigo Circo Voador. Não era como alguns acham, de dia na praia com Sol e um monte de banhistas, nada disso.
Acho que temos que sugar todo o possível de Prefeituras e orgãos públicos, afinal nós pagamos impostos em tudo que fazemos, desde o CD que compramos até a cerveja que tomamos. O dinheiro é nosso e temos que arrancar de volta, tendo a inteligência de apresentar um projeto bem feito para a Prefeitura e ser aprovado e executado, assim como foi este evento na praia com o Torture Squad. Quanto ao evento ser entrada franca, eu não apoio filantropismo, mas a entrada gratuita é a exigência da Prefeitura e isto é necessário para a celebração acontecer. |
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5 - Vocês já abriram para muitas bandas de nome nacional e bandas internacionais. Fale-nos de alguns eventos e de experiências que tiveram com o geral ou em algum em específico.
Igor d’Ávila: Já tocamos com várias bandas e vários aliados. Algumas apresentações que se destacam pra mim, foram a de Volta Redonda-RJ com Mystifier, que tinha uma aparelhagem e casa gigantescos, enquanto outro que destaco foi a primeira vez que tocamos em Governador Valadares-MG, no Evil Storm organizado pelo Dead do Into The Dark Woods. Este evento foi o mais Underground e satisfatório que participamos. Estes na minha opinião, não sei se seriam os melhores para os outros integrantes do Delicta Carnis. É impossível não destacar também as estruturas dos shows que tocamos ao lado do Krisiun, Ratos de Porão e Torture Squad. |
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6 - Como você acha que é o espaço para o cenário extremo no Brasil, olhando pelo lado que você além de ter também um Webzine, organiza o Metal Devastation Fest, evento que também tem tido bastante destaque na cena capixaba.
Igor d’Ávila: Acho que temos a cena mais verdadeira do mundo e não devemos nada para gringo nenhum. Nem em termos de bandas, nem em termos de eventos. Aqui no Estado do ES temos uma cena muito forte, na minha opinião que sempre viajo e observo as cenas de outros Estados, pois aqui temos uma união verdadeira dos verdadeiros guerreiros, não desmerecendo os outros Estados. |
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7 - Agradeço pela atençaõ concedida e peço para que deixe aqui um recado ao bangers que estiverem lendo agora para finalizarmos a entrevista!
Igor d’Ávila: Eu que agradeço a você, meu irmão Yuri, por nos ceder este espaço e para os Bangers que estiverem lendo, apoiem a cena, adiquiram materiais e vão aos shows, isso é participar e sustentar a cena para que ela não morra ou caia engolida pela moda. Às verdadeiras hordas, irmandade. |
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